Se você tiver que pensar em alguém que choca a todos que conhece, que tipo de pessoa vem à sua mente?

Suponho que você não pensará em alguém humilde, gentil, compassivo e bondoso — como a avozinha que mora ao lado. Mas Jesus era exatamente assim. Sim, Ele era chocante, Seu ensino era radical, e Ele enfrentou pessoas agressivas.

Entretanto, para as pessoas comuns, Jesus era amoroso e acessível. Para os doentes, Ele era gentil e reconfortante. Para com os rejeitados e excluídos, Ele era acolhedor e afirmativo. Para os culpados, Ele era misericordioso e perdoador.

Jesus não desprezava ninguém, mas ajudava aqueles que precisavam. Era paciente quando as pessoas não o entendiam, nunca foi egoísta nem arrogante. Ele não era vaidoso nem orgulhoso, era uma mescla notável de qualidades — forte, confiante e desafiador, ao mesmo tempo em que era humilde, gentil e bondoso.

Jesus não era como um daqueles líderes carismáticos que aparentam ser incríveis na frente de uma multidão, mas são realmente distantes e hostis pessoalmente. Conheci algumas celebridades que eram exatamente assim — elas poderiam brilhar na frente da multidão, mas eram tímidas e reservadas pessoalmente. Alguns até foram um pouco rudes e esnobes. Para ser honesto, é um pouco decepcionante.

Jesus, no entanto, era incrível na frente de uma multidão, bem como nos encontros individuais. As pessoas sentiam o afeto e a genuína preocupação dele para com elas. Ele nunca usou o Seu intelecto para envergonhar as pessoas, mesmo que estivesse em um nível superior ao da elite religiosa da época. Apesar de todo o Seu poder e sabedoria, Ele não se exaltou nem buscou Sua própria glória. Embora Ele pudesse ter usado Suas habilidades para Seu próprio benefício, Ele serviu aos outros em vez de a si mesmo.
Logo, não é de admirar que as pessoas amavam Jesus. Muitos realmente o adoravam. Porém, a bem da verdade, [LW1] algumas pessoas também o rejeitaram e até o odiaram. Algumas das coisas que Ele disse sobre si mesmo foram altamente ofensivas para muitos em Sua época — porque não acreditavam nele.

Com certeza, se Jesus não estivesse dizendo a verdade, Suas alegações o fariam parecer grandioso e talvez até um pouco psicótico — mas apenas se fossem falsas. Se Jesus estava falando a verdade sobre si mesmo, então é uma situação totalmente diferente.

Como o romancista cristão C. S. Lewis (autor da série As crônicas de Nárnia – Ed. Martins Fontes, 2010) escreveu certa vez, Jesus só poderia ser um mentiroso, um lunático ou o Senhor. Essa é uma maneira útil de avaliar as afirmações de Jesus sobre si mesmo. Se Ele não era o único e verdadeiro Deus que veio ao mundo como homem para revelar Deus para nós, então Ele estava mentindo ou estava delirando. De qualquer forma, Ele não poderia ser confiável. Mas e se fosse a outra opção — Ele estava falando a verdade sobre si mesmo, sobre ser Filho de Deus, enviado por Seu Pai do Céu?

A pergunta certa a se fazer é: O que parece mais provável? Pelo que vimos até agora sobre Jesus, Ele parecia um mentiroso? Parecia louco? Ou parecia alguém que falava a verdade, estava no controle de Suas faculdades, e realmente poderia ser alguém além deste mundo?

-Con Campbell

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