Os olhos do SENHOR estão sobre os justos, e seus ouvidos, abertos para seus clamores. —Salmo 34.15

Becky sentou-se tensamente em sua cadeira de plástico rígido e balançou seu filho para frente e para trás. Dylan chorou tanto que finalmente dormiu, e agora Becky lutava com as suas próprias lágrimas.

O acidente acontecera tão rápido. Um minuto antes ele estava rindo em cima do escorregador e, repentinamente, estava no chão segurando seu braço contra o peito e gritando caso ela o tocasse. Passaram-se mais de duas horas esperando na emergência antes que fossem atendidos. Becky olhava para a mulher no balcão e sentia vontade gritar: “Você não está vendo que meu filho precisa de ajuda?”.

A mulher na passagem bíblica de Mateus 15.21-23 conhecia o sentimento de ser ignorada. Ela ouvira histórias sobre os milagres e as curas de Jesus. Agora Ele estava em sua cidade e seu coração pesado sentiu o primeiro raio de esperança em muito tempo. A mulher clamou a Jesus, implorando ajuda para sua filha que sofria de uma terrível possessão demoníaca, mas Ele ignorou seu clamor. A mãe continuou apelando pela ajuda de Jesus até que Seus discípulos insistiram que o Mestre a fizesse ir embora. A mulher se sentiu tão confusa. Era esse o mesmo homem que tinha a reputação de ir até os necessitados?

Não nos sentimos bem quando somos ignoradas, especialmente quando precisamos de ajuda. É frustrante o suficiente sentir-se negligenciada pelas pessoas, mas, quando parece que até mesmo Deus não está nos respondendo, não sabemos o que pensar. Algumas vezes nossas orações clamando por ajuda parecem bater no teto e voltar. Nessas horas é tentador questionar se Deus realmente se importa conosco e com a nossa dor. Quando Deus parece estar nos ignorando, podemos ter a certeza de que Ele está plenamente ciente de nossa situação e que há um propósito para Sua demora em responder. Como a mulher gentia com a filha possessa por um demônio, precisamos continuar clamando ao Senhor que é a nossa única esperança.