Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando nós sofismas e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo. 2 Coríntios 10:4,5

Certo dia, numa reunião, ouvi alguém orar da seguinte maneira: “Senhor, pedimos que tires da nossa mente qualquer pensamento que te desonre e nos purifiques de tudo aquilo que te é ofensivo.” Quando essa pessoa terminou de orar, me veio à mente o versículo acima e refleti sobre as orações frequentemente fazemos.

Conforme esta passagem, não é responsabilidade do Senhor retirar os pensamentos que se levantam contra a obediência a Cristo. O compromisso dele é trazer à luz tudo quanto for pecado em nossa vida pela da ação do Espírito Santo. Uma vez que isso tenha sido revelado, cabe-nos a tarefa de levar cativos tais pensamentos, sujeitando-os a Cristo. Nosso Pai celestial não irá tirá-los da nossa mente, porque Ele nos incumbiu dessa tarefa. A prática dessa disciplina espiritual é um dos aspectos básicos da nossa transformação em Cristo.

Em muitas ocasiões, confundimos a verdadeira natureza da nossa vida espiritual, acabamos pedindo coisas que devemos fazer e procuramos realizar o que deveríamos estar pedindo ao Pai. Não faz sentido, por exemplo, pedirmos que nos conceda paz, porque Ele disse que teríamos paz mediante a oração e súplica, fazendo conhecidas as nossas petições (Filipenses 4:6,7). Da mesma forma, nossos esforços para transformar nossas vidas não produzem efeito porque essa é uma obra que só o Senhor pode realizar (Romanos 8:6-9).

O nosso desafio, como líderes, é compreender as dinâmicas da vida espiritual para que os nossos esforços sejam canalizados ao que fomos chamados para fazer. Por sua vez, as nossas orações devem ser dirigidas àquilo que realmente precisamos pedir. Agindo assim, poderemos estar seguros de receber a bênção do nosso Pai celestial e evitaremos fazer aquilo que não produzirá efeito.

Para pensar:
Um homem de Deus, W. E. Sangster resume, numa frase, o que observamos hoje: “Muitas pessoas pedem coisas que só podem vir através do trabalho, e trabalham por coisas que só virão por meio da oração.” Reflita, por um instante, sobre sua vida de oração. No que estão centradas as suas petições? Quais preocupações você leva, com frequência, ao Senhor? Quais delas exigem maior esforço da sua parte? Quais são as coisas que só o Senhor pode fazer?

––Christopher Shaw (Meditação 20 de fevereiro)