A orgulhosa avó mostrou os dois retratos emoldurados aos amigos no hall da igreja. A primeira foto era de sua filha em sua terra natal na República do Burundi. O segundo era de seu neto, nascido recentemente daquela filha. Mas ela não o segurava nos braços, pois tinha morrido ao lhe dar à luz.

Uma amiga se aproximou e acariciou o rosto daquela querida avó. Ela conseguia dizer em meio as suas próprias lágrimas: “Eu sei. Eu sei.” E sabia. Pouco antes, ela havia enterrado um filho.

Há algo especial no conforto dos que experimentaram a mesma dor. Eles sabem. Pouco antes da prisão de Jesus, Ele alertou os Seus discípulos: “…chorareis e vos lamentareis, e o mundo se alegrará…”. Mas no momento seguinte, Ele os consolou: “…mas a vossa tristeza se converterá em alegria” (v.20). Em poucas horas, os discípulos estariam devastados pela prisão e morte de Jesus. Mas a profunda dor que sentiram logo se transformou em alegria que não poderiam ter imaginado quando o viram vivo novamente.

Isaías profetizou a respeito do Messias: “Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si” (ISAÍAS 53:4). Temos um Salvador que não se limita a saber sobre a nossa dor; Ele a viveu. Ele sabe. Ele se importa. Um dia a nossa tristeza se converterá em alegria.