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A bravata

Em 2015, Hunter, de 15 anos, caminhou 92 km carregando seu irmão Braden, de 8, para elevar a conscientização sobre as necessidades de pessoas com paralisia cerebral. Braden pesa 27 kg; e Hunter precisou fazer várias paradas de descanso, nas quais outras pessoas o ajudavam a alongar seus músculos. Ele usou arreios especiais para distribuir o peso de Braden. Hunter diz que, embora os arreios o ajudaram fisicamente, o que mais o ajudou foram as pessoas ao longo do caminho. “Se não fosse por todos nos animando e caminhando conosco, eu não teria conseguido. Minhas pernas doíam, mas meus amigos me carregaram e eu terminei…”. A mãe deles chamou a árdua caminhada “A Bravata da Paralisia Cerebral”.

Levando luz às trevas

Em 1989, Vaclav Havel foi elevado de preso político a primeiro presidente eleito da Checoslováquia. Anos depois, em seu funeral em Praga, em 2011, a ex-secretária de Estado dos EUA Madeleine Albright, nascida em Praga, o descreveu como alguém que havia “levado à luz a lugares de profundas trevas”.

Uma vida de legado

A o hospedar-me num hotel de uma pequena cidade, percebi que havia um culto na igreja do outro lado da rua. Jovens e idosos, todos de pé, lotavam o salão da igreja e se acumulavam na calçada. Ao ver um carro fúnebre estacionado, percebi que se tratava de um funeral. Pelo tamanho da multidão, presumi ser a celebração da vida de um herói local — talvez um empresário rico ou uma personalidade famosa. Curioso, eu disse ao funcionário da recepção: “Essa é uma participação incrível para um funeral; deve ser de uma pessoa famosa na cidade.”

Influência gentil

A nos antes de ser presidente dos EUA (1901–09), Theodore Roosevelt soube que seu filho Theodore Jr. estava doente. Embora Ted fosse se recuperar, a causa de sua doença golpeou o pai fortemente. Os médicos lhe disseram que ele era a causa da doença de seu filho. Ted estava sofrendo de “esgotamento nervoso”, tendo sido impiedosamente pressionado pelo pai a ser o herói “lutador” que o pai não fora durante sua frágil infância. Ao ouvir isso, Roosevelt pai prometeu ceder: “Nunca mais pressionarei Ted, no corpo ou na mente”.

Quando não compreendemos

Embora eu dependa de tecnologia todos os dias para fazer meu trabalho, não entendo muito sobre como ela funciona. Ligo meu computador, abro um documento do Word e começo a escrever. Contudo, minha incapacidade de compreender como realmente funcionam microchips, discos rígidos, conexões Wi-Fi e monitores coloridos não me impede de beneficiar-me da tecnologia.

O seu Pai sabe

Eu tinha apenas 4 anos quando dormi ao lado de meu pai em um tapete numa noite quente de verão. (Minha mãe, com um bebê, tinha seu próprio quarto naquele momento). Vivíamos no norte de Gana, onde o clima é predominantemente seco. O suor cobria o meu corpo e o calor ressequia a minha garganta. Eu sentia tanta sede, que sacudi meu pai para acordá-lo. No meio daquela noite seca, ele se levantou e despejou água de uma jarra para eu matar minha sede. Ao longo de minha vida, como naquela noite, ele exemplificou a imagem de um pai carinhoso, fornecendo-me o que eu precisava.

Sem medo

Quase todas as vezes que um anjo aparece na Bíblia, suas primeiras palavras são: “Não temas” (Daniel 10:12,19; Mateus 28:5; Apocalipse 1:17). Não admira. Quando o sobrenatural entra em contato com o planeta Terra, costuma deixar os observadores humanos prostrados e amedrontados. Mas Lucas fala de Deus fazendo uma aparição na Terra de um modo nada assustador. Em Jesus, nascido numa estrebaria e deitado numa manjedoura, Deus encontra um modo de aproximação que não precisamos temer. O que poderia ser menos assustador do que um recém-nascido?

Alívio do sol escaldante

Vivendo na Grã-Bretanha, não costumo me preocupar com queimaduras de sol. Afinal, o sol é frequentemente bloqueado por uma espessa camada de nuvens. Mas recentemente, passei algum tempo na Espanha e logo percebi que, com minha pele clara, eu só conseguia ficar sob a luz solar durante dez minutos, antes de precisar me abrigar sob o guarda-sol.

Quem lhes contará?

A Segunda Guerra havia terminado. A paz havia sido declarada. Mas o jovem Hiroo Onoda, tenente do Exército Imperial Japonês isolado numa ilha das Filipinas, não o sabia. Foram feitas tentativas de encontrá-lo e lançado panfletos sobre o local onde ele poderia estar, dizendo-lhe que a guerra havia acabado. Mas Onoda, cuja última ordem recebida em 1945 foi ficar e lutar, rejeitou essas tentativas e folhetos como trapaças ou propaganda do inimigo. Ele não se rendeu até março de 1974 — quase 30 anos após o fim da guerra, quando seu ex-comandante viajou do Japão para as Filipinas, anulou sua ordem original e dispensou oficialmente Onoda do dever. Finalmente, o soldado acreditou que a guerra havia acabado.

Porque eu o amo

Um dia antes de meu marido voltar para casa de uma viagem de negócios, meu filho disse: “Mamãe! Eu quero que o papai volte para casa”. Perguntei-lhe por que, esperando que ele dissesse algo sobre os presentes que seu pai costumava trazer ao voltar, ou que estivesse com saudade de jogar bola com ele. Mas com solene seriedade, ele respondeu: “Eu quero que ele volte porque eu o amo!”

Quem você está defendendo?

Chamada a ir à frente para analisar uma sentença, Kátia entrou em pânico. Recém-transferida, não havia aprendido essa parte da gramática. A classe riu dela.

Olhe para cima

Emil era um sem-teto que passou um ano inteiro olhando para a calçada enquanto caminhava penosamente pela cidade dia após dia. Ele tinha vergonha de olhar nos olhos dos outros, caso o reconhecessem, pois nem sempre vivera nas ruas. Mais do que isso, ele procurava encontrar uma moeda caída ou um cigarro pela metade. Seu constante olhar para o chão se tornou um hábito tão forte, que os ossos de sua coluna começaram a se fixar naquela posição e ele tinha grande dificuldade para ficar ereto.