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Olhar à frente

Q uando o grande pintor holandês Rembrandt morreu inesperadamente aos 63 anos, uma pintura inacabada foi encontrada em seu cavalete. Ela retrata bem a emoção de Simeão ao segurar o bebê Jesus quando Ele foi levado ao templo de Jerusalém, 40 dias após o Seu nascimento. No entanto, o cenário e os detalhes habituais permanecem inacabados. Alguns especialistas em arte acreditam que Rembrandt pressentia que o fim de sua vida estava próximo e — como Simeão — estava pronto para despedir-se (Lucas 2:29).

Uma visão melhor

Q uando criança, eu gostava de subir em árvores. Quanto mais alto subia, mais podia ver. Ocasionalmente, em busca de uma visão melhor, eu subia num galho até senti-lo dobrar sob o meu peso. Não surpreende que os meus dias de escalada de árvores estejam encerrados. Suponho não ser muito seguro — ou digno.

Aquiete-se

A nos atrás, eu respondia às cartas dentro de poucas semanas e mantinha meus correspondentes felizes. Depois veio o aparelho de fax e eles pareciam contentes em receber uma resposta dentro de poucos dias. Hoje, com e-mail, mensagens instantâneas e telefones celulares, espera-se uma resposta no mesmo dia!

A vista da montanha

No vale onde moro pode ser muito frio no inverno. As nuvens e o nevoeiro isolam o chão, mantendo o ar gelado sob as camadas mais quentes acima. Mas você pode subir desse vale. Há uma estrada próxima que acaba ao lado de uma montanha de 2.286 metros que se eleva nessa região. A poucos minutos de carro, você sai do nevoeiro e emerge no calor e brilho de um dia ensolarado. Você pode olhar para baixo e ver as nuvens que encobrem o vale abaixo, e vê-lo por um ponto de vista diferente.

Quatro maneiras de olhar

Joana enfrentava problemas difíceis com os filhos, quando se sentou para participar do culto. Exausta, queria “renunciar” à maternidade. Então, o pregador começou a ministrar encorajamento aos que desejam desistir. Os quatro tópicos que ela ouviu naquela manhã a ajudaram a seguir em frente:

A voz da fé

A notícia foi entorpecedora. As lágrimas vieram tão rapidamente que ela não conseguiu evitá-las. Sua mente se encheu de perguntas e o medo ameaçou dominá-la. A vida estava indo tão bem, quando foi abruptamente interrompida e mudou para sempre sem aviso.

Solidão e serviço

O comediante Fred Allen disse: “Uma celebridade é uma pessoa que trabalha duro toda a sua vida para se tornar conhecida e, depois, usa óculos escuros para evitar ser reconhecida.” Frequentemente, a fama traz perda de privacidade com um inexorável frenesi de atenção.

Portas que se abrem

Charlie Sifford é um nome importante nos esportes dos EUA. Ele se tornou o primeiro membro afro-americano, jogador do torneio da Associação de Golfistas Profissionais, a ingressar num esporte que, até 1961, tinha a cláusula de “somente para brancos” no estatuto social. Resistindo à injustiça racial e assédio, Sifford conquistou o seu lugar nos jogos de nível mais elevado, venceu dois torneios e, em 2004, foi o primeiro afro-americano a fazer parte da Galeria da Fama do Golfe Mundial. Ele abriu as portas do golfe profissional aos jogadores de todas as etnias.

Escrita em nosso coração

Em meu bairro há uma abundância de inscrições religiosas—em placas, muros, portais, veículos comerciais e até mesmo como nomes registrados de empresas. Pela Graça de Deus está escrito em um micro-ônibus; Livraria Favor Divino adorna uma placa de loja. Outro dia, não pude deixar de sorrir dessa em um caminhão: Afaste-se — Anjos a postos!

A escolha de uma viúva

Q uando uma boa amiga perdeu o marido repentinamente por ataque cardíaco, nós nos juntamos a ela nessa dor. Como conselheira, ela havia confortado muitos outros. Agora, após 40 anos de casamento, enfrentava a indesejável perspectiva de voltar a uma casa vazia ao fim de cada dia.

A facilidade da ingratidão

Chipe, chape. Os limpadores de para-brisas iam e vinham tentando dar conta da chuva forte. Porém, só aumentavam minha irritação enquanto eu me adaptava a dirigir o carro usado que havia acabado de comprar — uma velha perua com mais de 130 mil km e sem airbags laterais para as crianças.

Flores nos flocos de gelo

W ilson Bentley tinha 15 anos, quando se sentiu cativado pela intrincada beleza dos flocos de neve. Ele os observava fascinado com um velho microscópio que sua mãe lhe havia dado e fez centenas de esboços de seus notáveis contornos, mas eles derretiam rápido demais para capturar seus detalhes. Vários anos depois, em 1885, ele acoplou uma câmera de fole ao microscópio e, depois de tentativas e erros, fotografou um floco de neve pela primeira vez. Bentley capturou 5 mil imagens de flocos de neve e cada um deles tinha um desenho único. Ele os descreveu como “pequenos milagres de beleza” e “flores de gelo”.