‘Contudo, há outra lei dentro de mim que está em guerra com minha mente e me torna escravo do pecado que permanece dentro de mim. Como sou miserável! Quem me libertará deste corpo mortal dominado pelo pecado? Graças a Deus, a resposta está em Jesus Cristo, nosso Senhor. Na mente, quero, de fato, obedecer à lei de Deus, mas, por causa de minha natureza humana, sou escravo do pecado.’ — Romanos 7:23-25.

Este é o clamor de um guerreiro ofegante. Ele lutou tanto tempo que perdeu o fôlego e respira novamente. Recupera o fôlego com a oração: “Como sou miserável! Quem me libertará deste corpo mortal dominado pelo pecado?”. Ele não desistirá do conflito. Sabe que não pode e não se atreve a fazê-lo. Esse pensamento não entra em sua mente! Mas o conflito é tão doloroso, a batalha tão furiosa, que ele está quase derrotado. Senta-se para se recompor e assim suspira sua alma. Como a corça ofegante desejando o ribeiro da água, ele diz: “Como sou miserável!”. Não, é mais do que isso. É o clamor de alguém que está desfalecendo. Ele lutou até que todas as suas forças se esgotassem e caísse nos braços de seu Redentor com esse suspiro de desmaio: “Como sou miserável!”. Sua força falhou! […]

E agora, se você diz: “Ah, eu não serei cristãos se essa for a maneira como ele desfalece — parece que está sempre lutando consigo mesmo — inclusive até perder a esperança de vitória”. Pare por um momento. Vamos completar o cenário. Este homem está desfalecendo. Mas, eventualmente, será́ restaurado. Não pense que ele está irremediavelmente derrotado — cai para se levantar — desfalece para ser revivido de novo! Conheço um remédio que pode despertar suas esperanças adormecidas e lançar emoção na corrente congelante de seu sangue. Vamos pronunciar a promessa em seu ouvido — veja como logo ele revive! Vamos colocar gentileza em seus lábios — veja como ele começa e age como homem de novo! “Quase fui derrotado”, ele diz, quase levado ao desespero: “não se alegrem, meus inimigos; pois, mesmo que eu caia, voltarei a me levantar”. E se voltou para si novamente, bradando: “Graças a Deus, a resposta está em Jesus Cristo, nosso Senhor”. Então ele permanece mais do que vencedor, por meio daquele que o amou!

 

 

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