O que Jesus fez e disse? Bem, Ele fez e disse mais do que podemos explorar aqui, mas, por enquanto, destacaremos alguns dos Seus feitos, afinal Jesus realizou milagres incríveis, e certamente ainda somos céticos quanto a eles até hoje. Até podemos chegar a pensar que os antigos foram facilmente enganados ou que acreditaram em magia. Mas aqueles que testemunharam não podem negar as extraordinárias obras do Senhor — até mesmo Seus inimigos as reconheceram no passado.

Jesus, no entanto, não fazia milagres para se exibir, Ele os realizava para ajudar as pessoas (curou os aleijados ou aqueles que sofriam de doenças, deu visão aos cegos, até mesmo ressuscitou mortos), ou para revelar Sua natureza divina (acalmou uma tempestade, caminhou sobre as águas, alimentou 5.000 pessoas). João, um seguidor de Jesus, chamou esses milagres de “sinais” por causa do que eles revelaram: Jesus era Deus e por isso manifestou o poder de Deus.

Jesus também ensinou muito sobre o “reino de Deus”. Seus ouvintes esperavam pela restauração do reino de Israel; na época, eles estavam sob o domínio romano e não tinham liberdade para adorar seu Deus sem ter que lidar com a opressão estrangeira. Porém, o reino do qual Jesus falava não era uma entidade política ou econômica. Era um reino espiritual no qual as pessoas ficariam sob a autoridade de Jesus, o Rei advindo de Deus, e que é realmente diferente dos vários reinos deste mundo.

Nesse reino, os pobres e humildes seriam exaltados, enquanto os ricos e poderosos seriam derrubados e humilhados. O valor de tudo seria medido por bondade e compaixão. Nele não haveria inimigos, apenas amor e aceitação. E, finalmente, esse reino estava “escondido” — seria necessário olhos espirituais para vê-lo e um coração rendido a Deus para adentrá-lo.

Jesus ensinou que regras religiosas e aparências exteriores não tornariam alguém justo diante de Deus. O Senhor enfatizou que não se tratava de comer o alimento certo ou errado, mas sim do que o coração da pessoa abriga, pois o que sai dele mostra quem de fato ela é. A verdadeira devoção a Deus, disse Ele, é vista na maneira como tratamos outras pessoas, e na forma como agimos com compaixão, justiça e verdade.

Deus despreza hipócritas e ama perdoar aqueles que sinceramente se arrependem de seus erros. Ele exalta aqueles que se humilham, e humilha aqueles que se exaltam. Jesus ensinou que a índole de Deus é sempre demonstrar misericórdia. Ele também ensinou que foi enviado para revelar Deus à humanidade, e que conhecer o Filho era conhecer o Pai. Jesus disse que Ele era o caminho para Deus, e que Ele era um com Deus, e que aqueles que creem nele recebem o dom da vida eterna.

Finalmente, Jesus ensinou que seria traído, entregue aos romanos, crucificado, e depois de três dias ressuscitaria. Ao morrer como um sacrifício em nosso lugar, pagou por nossos erros e pecados, mas Sua ressureição nos fez aceitos e considerados como justos perante Deus.

Quando Jesus foi traído, ridicularizado, açoitado e crucificado, não revidou nem se defendeu. Durante alguns desses momentos, Ele sequer falou rispidamente com aqueles que o tratavam como um criminoso. Ele se submeteu a Deus e pacificamente seguiu para a Sua morte, sabendo que era para o bem dos outros. Por nos amar, Jesus morreu de maneira cruel e torturante.

Depois de três dias na tumba, Jesus ressuscitou. E esse milagre extraordinário não é uma fábula que Seus discípulos criaram para que pudessem salvar a própria pele. É tão historicamente crível quanto qualquer acontecimento na antiguidade e foi testemunhado por centenas de pessoas — muitas das quais não eram simpatizantes de Jesus, mas se tornaram Suas seguidoras como resultado do que viram.

Um exemplo notável foi Paulo, um intelectual religioso cujo trabalho era perseguir e prender os seguidores de Jesus. Depois de encontrar o Jesus ressuscitado, ele próprio se tornou um seguidor de Cristo. E não qualquer seguidor, mas um dos maiores apóstolos, teólogos e missionários que o mundo já viu. Paulo acabaria por escrever 13 livros do Novo Testamento na Bíblia. Para Paulo, o que Jesus fez e disse importava extremamente. Logo, a questão é: Tudo isso ainda é importante hoje?

-Con Campbell

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