‘mas a pomba não encontrou lugar para pousar, pois a água ainda cobria todo o solo. Então a pomba retornou à arca, e Noé estendeu a mão e a trouxe de volta para dentro. ‘ —Gênesis 8:9.

Noé sabia que Deus, a seu tempo, lhe permitiria sair da arca. Estava bastante certo de que o Senhor não o colocara na arca para fazer dela um grande caixão, para que ele e todos os seres viventes que com ele entraram perecessem ali; e, por crer em Deus, retirou a cobertura da arca e olhou para o exterior, esperando ver não só́ os picos das montanhas, mas também uma terra seca e verde mais uma vez.

A verdadeira fé́ vai com frequência até a janela. Se sua fé virar o rosto para a parede, sem nada esperar, não creio que seja fé́ genuína. A fé tem olhos e, portanto, ela olha para longe, e muitas vezes, observa como o vigia da noite procura pela aurora cinzenta da manhã. […]

Em seguida, visto que Noé́ esperava que a terra estivesse seca, enviou o corvo; e quando o corvo não respondeu ao seu propósito, enviou a pomba. Depois que a pomba voltou sem boas noticias, esperou sete dias e depois a mandou de volta; e quando ela voltou com apenas uma folha de oliveira em seu bico, ele esperou mais sete dias, e então a enviou novamente.

Ó, queridos amigos, enviem com frequência as suas pombas! Estejam atentos às suas bênçãos; vocês pediram por elas, Deus prometeu dar-lhes, enviem suas pombas para ver se as bênçãos não estão lá; e se vocês o fizerem constantemente, e perseverarem, em verdade, digo-lhes, terão a sua recompensa. Entretanto, observe que Noé́, quando teve a melhor evidência de que a terra poderia estar seca, não se atreveu a sair da arca até que Deus abrisse a porta. Portanto, reúnam todas as informações que vocês puderem sobre a sua posição, e ajam de acordo com as regras do bom senso; mas, após terem feito isso, ainda esperem em Deus. Quando vocês souberem, por meio de seus corvos e suas pombas, que a terra está ficando seca, não saiam até que Ele, que fecha a porta, a abra para vocês.

Querido povo de Deus, gostaria que tivéssemos mais desse antigo hábito de buscar pela providencia. Nós nos tornamos tão sábios, hoje em dia, que não precisamos da coluna de fogo. Corremos sem a orientação divina; no entanto; muitas vezes temos que correr de volta. Somos convidados à mesa da Providência, e se deixarmos Deus cortar a carne para nos servir, nosso prato terá́ sempre abundância de comida; entretanto, se nós mesmos a cortarmos para nos servir, cortaremos nossos dedos, e não muito mais, e teremos grande motivo para nos envergonharmos de que, em vez de confiar em Deus, passamos a confiar em nós mesmos.

Não confie em seu corvo, não confie em sua pomba, confie em seu Deus; e se você̂ for para onde Ele o guiar, seguirá o caminho certo, mesmo que seja um caminho difícil, e dirá́: “Certamente a bondade e o amor me seguirão todos os dias de minha vida, e viverei na casa do senhOr para sempre”.

 

 

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