Éramos um grupo de quatro amigas inseparáveis, se alguma tinha um problema as outras três se mobilizavam para ajudar. Sempre que uma sofria, as outras estavam lá de prontidão para consolar, amparar, secar as lágrimas e até mesmo chamar a atenção se assim fosse necessário.

Certo dia, uma de minhas amigas enfrentou uma das maiores dores que uma jovem poderia passar, seu noivo foi nadar em uma cachoeira e morreu afogado. Céus! Que dor se abateu em todas nós. Em um dia estávamos felizes, sonhando o casamento da Paula e de repente este sonho é rompido. Como amigas, sabíamos que nosso papel era dar suporte, porém como ajudar quando também estávamos devastadas pela morte do nosso amigo?

Quando meu celular tocou naquela manhã ensolarada, recebi a notícia do falecimento do Henrique e na mesma hora não tive dúvidas, pulei da cama e comecei a arrumar uma malinha. Minha avó perguntou aonde eu ia e eu lhes disse que estava indo para a casa da Paula. Muitos me disseram: “Agora não adianta mais. Vai fazer o que lá? Você não pode ajudar.” Não importava, era minha amiga e eu tinha que estar do lado dela! Ficamos no velório dando o apoio necessário, até o momento mais doloroso do enterro em que fecharam o caixão e não mais veríamos o rosto do Henrique.

Fui com a Paula para a casa dela e fiz o que podia para tentar suavizar sua dor na medida do possível! Orava para que o Senhor me ajudasse a controlar a minha dor para dar forças a ela, afinal, doía muito vê-la sofrer.

Em alguns momentos, de fato me sentia meio inútil, pois não estava fazendo nada, apenas companhia, apenas servindo, apenas sendo amiga. Mas passado um ano, recebi um email dela, dizendo:

 “… Hoje estava me lembrando do quanto vocês foram e são importantes para mim, e foram principalmente um superapoio no momento mais difícil que passei em minha vida até hoje! Vim dizer que, certamente, vocês foram usadas por Deus em cada momento, em cada palavra, em cada gesto. Sei que não era fácil ouvir sempre as mesmas coisas, aguentar choro. Sei que vocês também estavam tristes e muitas vezes não podiam nem se expressar para não me deixar mais nervosa. Sei que provavelmente tiveram “contratempos” tanto para poderem vir a minha casa como vieram, como para poder ficar no telefone, enfim para me fazer companhia, seja pessoalmente, ou apenas com uma palavra de apoio! O que posso dizer é que amo vocês do fundo do meu coração…”

Quando recebi este e-mail da Paula, me lembrei da palavra do Senhor que nos diz: Em todo tempo ama o amigo e na angústia nasce um irmão.”  – Prov. 17:17

Por este versículo fui levada a pensar que muitas vezes quando estamos apenas sendo amigos, Deus usa a nossa vida para trazer consolo a alguém que precisa. Podemos testemunhar de Cristo com um abraço, uma palavra carinhosa, apenas ouvindo e assim impactar uma vida muito mais do que com belos e grandes discursos.

Demonstrar o amor de Cristo ao nosso próximo está nas pequenas atitudes que fazemos em nosso dia a dia, na forma que somos e tratamos as pessoas ao nosso redor. Amar as pessoas é a maior forma de demonstrarmos nosso amor a Deus.

Hoje, minha amiga Paula é uma pessoa feliz, casada, uma serva do Senhor que teve sua vida restaurada pelo amor de Deus que curou a sua dor e a fez plena e feliz.

Você tem um amigo? Importa-se com ele? Talvez este seja o momento de lhe dar o melhor presente possível: apresentar Jesus como o Salvador pessoal. Nossa missão é ajudá-lo nesta tarefa. Se você tiver este desejo ore, compartilhe recursos que farão a diferença na vida dele. Quem sabe um livro, um folheto ou até mesmo um versículo ou devocional via email.

Ser amigo é apoiar nas horas difíceis, alegrar-se nos momentos de vitórias e principalmente apresentar o melhor desta vida: conhecer a Cristo pessoalmente. Pense nisto e não perca as oportunidades!

**A História é real, porém os nomes foram trocados para manter a privacidade dos envolvidos.