Tenho conversado com alguns amigos sobre os vários ataques que a família vem sofrendo em nosso país e chegamos a algumas considerações. Eles mencionaram as ideias progressistas e hedonistas, as quais têm influenciado projetos-lei, a mídia em geral, artistas e até escolas. Foi citado também o enorme tempo que os jovens passam assistindo a aulas variadas, ou em frente a computadores, TVs ou celulares, enquanto seus pais trabalham mais e mais.

Quanto mais a família se abala, mais pessoas vão sendo criadas em ambientes desestruturados e mais vulneráveis elas ficam; assim, mais gente fica propensa a doenças emocionais e mais indivíduos se sentem desorientados, em busca do senso de pertencimento que a família deveria ter dado. Essa necessidade de pertencer a algo maior e a um grupo que dê acolhimento, facilmente leva essas pessoas, já muito fáceis de manipular, a problemas de identidade, vícios, crimes etc.

Todos sabem que a família é a responsável principal pela educação dos filhos e por sua boa convivência na sociedade. Com os valores invertidos, a TV, a babá, a escola e os equipamentos digitais ficam no encargo da educação da criança enquanto os pais trabalham dia e noite para patrocinar esse sistema. E a sede de aquisição por mais coisas (casa na praia, viagens, brinquedos) tem um motivo nobre: curtir mais tempo em família. O problema é que essa busca dos pais pelo dinheiro os leva justamente a não ter tempo. Qual seria a solução? Concluímos que Deus já deu uma dica preciosa em Deuteronômio 6:6-9:

6 Que todas estas palavras que hoje lhe ordeno estejam em seu coração. 7 Ensine-as com persistência a seus filhos. Converse sobre elas quando estiver sentado em casa, quando estiver andando pelo caminho, quando se deitar e quando se levantar. 8 Amarre-as como um sinal nos braços e prenda-as na testa. 9 Escreva-as nos batentes das portas de sua casa e em seus portões.

O inimigo investe pesado na tarefa de nos entupir de atividades. Qual é o horário que está sobrando para passar tempo com Deus e com a família? Esse policiamento constante em priorizar a intimidade é fundamental. Se os pais não têm conhecimento da Escritura para usar no ensino diário da sua família, o que sobra? Sabedoria humana… ou seja, furada!

É preciso conversar sobre tabus em família. Se o dinheiro está curto, isso precisa ficar claro. Todos precisam saber que dinheiro não dá em árvore e é conquistado com o suor do rosto. Se a política está em polvorosa, deve-se falar sobre isso, analisar por que tal líder tem opinião x ou y, perguntar às crianças e instigá-las: “será que, como cristãos, deveríamos apoiar esse partido?”; “O que a Palavra diz sobre a proposta daquele deputado?”; “Como a candidata deveria ter respondido no debate se fosse cristã?”. Se a pornografia vêm à baila, os pais precisam parar para explicar sobre a coisificação da mulher,  que ela deve ser tratada com respeito e não como carne para consumo etc. Assim será também com outros temas que a sociedade impõe. É primordial que as famílias se reúnam para conversar e se posicionar. Afinal, tudo será comentado lá fora por meio de amigos e internet, então tudo tem que ser falado dentro do lar. Se os pais não falarem, o mundo falará. Se quisermos que a nossa família seja extensão do Reino de Deus na Terra, precisamos agir conforme as regras do Reino.

Só que para isso, voltamos a ressaltar, precisamos de tempo. É trabalhoso? É! Mas o preço que se paga hoje valerá a pena no futuro. Fechar os olhos para o grito de socorro da família pode até ser mais confortável no momento, mas os juros serão altos demais. A hora para reverter esse processo é agora.