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Articles by Sheridan Voysey

Amado, lindo, talentoso

Malcolm parecia muito confiante quando adolescente, mas essa confiança era uma máscara. Na verdade, seu lar turbulento o deixou com medo, desesperado por aprovação e se sentindo responsável pelos problemas de sua família. “Desde que me lembro”, diz ele: “todas as manhãs eu ia ao banheiro, olhava no espelho e dizia em voz alta para mim mesmo: Você é estúpido, é feio e a culpa é sua”.

Força renovada

O psiquiatra Robert Coles observou um padrão nos que se esgotam enquanto servem aos outros. O primeiro sinal de alerta é o cansaço, depois o cinismo sobre as coisas que nunca melhoram, e então a amargura, o desespero, a depressão e, finalmente, o esgotamento.

Bata de novo

Em 2012, três jovens lançaram a música Tell Your Heart to Beat Again (Diga ao seu coração para bater novamente), a qual foi inspirada na história de um cirurgião cardiovascular. Após remover o coração da paciente para repará-lo, o cirurgião o devolveu ao peito e começou a massageá-lo suavemente de volta à vida. Mas ele não batia. Tomaram medidas intensas, mas o coração ainda não batia. Finalmente, o cirurgião se ajoelhou ao lado da paciente inconsciente dizendo: “Sou o seu cirurgião. Tudo correu perfeitamente. Seu coração foi reparado, diga-lhe para bater de novo”. E ele começou a bater.

Fazer o que for preciso

Em um filme recente, um autoproclamado “gênio” fala sobre o “horror, corrupção, ignorância e pobreza” do mundo, declarando que a vida sem Deus é absurda. Embora isso não seja incomum em roteiros de filmes modernos, o interessante é para onde isso leva. No final, o personagem principal implora ao público para que faça o que for preciso para encontrar um pouco de felicidade. Para ele, isso inclui deixar a moralidade tradicional para trás.

O anjo da faca

Quando o crime por faca cresceu no Reino Unido, o British Ironwork Centre trabalhou com as forças policiais locais e colocou duzentas caixas de coletas em todo o país e realizou uma campanha de anistia. Cem mil facas foram entregues anonimamente, algumas ainda com sangue nas lâminas. Elas foram então enviados para o artista Alfie Bradley, que as embotou tirando-lhes o corte, inscreveu em algumas os nomes de jovens vítimas de crimes por faca, além de mensagens de pesar dos ex-infratores. Milhares de armas restantes foram soldadas para criar o Anjo da Faca — uma escultura angelical de seis metros de altura com asas de aço cintilantes.

Bem ao seu lado

Todos os dias, nos correios de Jerusalém, os trabalhadores vasculham pilhas de cartas não entregues, na tentativa de entregá-las aos destinatários. Muitos acabam na caixa chamada “Cartas a Deus”.

Amigos novamente

A mãe e a filha participaram de um culto durante o qual foi dada a oportunidade para as pessoas receberem publicamente o perdão de Deus. Toda vez que alguém avançava, a menina batia palmas. Mais tarde, a mãe explicou ao líder da igreja: “Sinto muito, expliquei a ela que o arrependimento nos torna amigos de Deus novamente, e ela só queria torcer por todos”.

Alegria no corredor da morte

Em 1985, Anthony Ray Hinton foi acusado falsamente do assassinato de dois gerentes de restaurantes. Ele estava a milhas de distância quando os crimes aconteceram. No entanto, Hinton foi considerado culpado e sentenciado à morte. No julgamento, Hinton perdoou os que mentiram sobre ele, acrescentando que ainda se alegrava apesar da injustiça. “Depois da minha morte, vou para o Céu e para onde você vai?”, questionou.

Amor do tamanho de Deus

Certa vez, visitei um bairro pobre de Santo Domingo, na República Dominicana. Lá, tive o privilégio de conversar com famílias e ouvir como as igrejas ajudavam a combater o desemprego, as drogas e o crime.

Ajudantes misteriosos

Luísa tem distrofia muscular e, ao tentar sair de uma estação de trem, encontrou-se frente às escadas sem elevador ou escadas rolantes. À beira das lágrimas, viu um homem aparecer, pegar sua bolsa e gentilmente ajudá-la a subir as escadas. Quando se virou para agradecer, ele se fora. Miguel estava atrasado para uma reunião e, estressado pelo colapso de um…

O grande dia final

Em The Call of Service (O chamado para servir), o autor Robert Coles explora as nossas razões para servir com a comovente história de uma idosa que serviu aos outros. Como motorista de ônibus, ela demonstrou muito cuidado com as crianças que transportava diariamente à escola. Interrogava-as sobre os deveres de casa e comemorava seus sucessos. Sobre a sua motivação, disse: “Quero vê-las vencendo na vida”. Mas havia outra também.

Nova humanidade

Ao visitar a galeria Tate Modern, em Londres, uma peça de arte chamou minha atenção. Era uma torre gigante feita de centenas de rádios antigos que fora criada pelo artista brasileiro Cildo Meireles. Cada rádio estava ligado e sintonizado numa estação diferente, criando uma cacofonia de fala confusa e indecifrável. Meireles chamou a escultura de Babel.