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Articles by Sheridan Voysey

Sem fôlego

Certa loja tem um grande botão verde e, se nenhum assistente estiver presente, você aperta o botão que inicia um temporizador. Se você não for atendido em um minuto, terá desconto na compra. Gostamos de ser o cliente nesse cenário. Mas a demanda por serviço rápido muitas vezes tem preço alto. Muitos dentre nós nos sentimos apressados, trabalhamos longas horas, verificamos e-mails várias vezes ao dia, sentimo-nos pressionados a cumprir prazos cada vez mais apertados. A tática de atendimento ao cliente dessa loja infiltrou-se em nossa vida, criando a cultura da pressa.

Águas profundas

Em Nova Iorque, a bola cai. Em Londres, badala o Big Ben. Na Austrália e no Rio de Janeiro, queimam-se os fogos de artifício. Cada cidade tem sua celebração e recebe, com emoção, o novo ano e o recomeço que ele traz. No Dia de Ano-Novo, somos impelidos para novas águas. Quais amizades e oportunidades encontraremos?

Verdadeiro sucesso

Meu entrevistado respondeu-me educadamente. No entanto algo se escondia sob nossa interação. Um comentário passageiro trouxe algo à tona. “Você inspira milhares de pessoas”, eu lhe disse. “Não milhares”, ele murmurou, “Milhões”.

Fascínio de Natal

Eu estava em Londres uma noite para uma reunião. Chovia muito e eu estava atrasado. Corri pelas ruas, virei uma esquina e depois parei. Dezenas de anjos pairavam sobre a Regent Street, suas gigantescas asas brilhantes estendendo-se sobre o tráfego. Feitos de milhares de luzes pulsantes essa foi a exibição de Natal mais incrível que eu já vi. Eu não era o único maravilhado. Centenas alinhavam-se na rua, olhando com admiração.

Enfrentando a batalha

Há pouco tempo, encontrei-me com um grupo de amigos. Enquanto eu ouvia a conversa, parecia que todos na sala enfrentavam batalhas significativas. Dois de nós tínhamos pais lutando contra o câncer, um o filho tinha distúrbio alimentar, outro amigo sofria com dor crônica e outro passaria por uma grande cirurgia. Parecia muita luta para pessoas de apenas 30 e 40 anos.

As mãos do motorista

Tendo sobrevivido ao câncer de próstata, meu pai fora diagnosticado com câncer de pâncreas. Para complicar, ele cuida da minha mãe em tempo integral, pois ela tem doenças crônicas. Com ambos precisando de assistência, teríamos dias difíceis pela frente.

Olhos para ver

Há pouco descobri a arte anamórfica. Aparecendo a princípio como uma variedade de partes aleatórias, uma escultura anamórfica só faz sentido se for vista do ângulo correto. Em uma peça, uma série de polos verticais se alinham para revelar o rosto de um famoso líder. Noutra, uma massa de cabos se torna o contorno de um elefante. Outra obra feita de centenas de pontos pretos suspensos por arame torna-se um olho feminino quando visto do ângulo correto. A chave dessa arte é vê-la sob ângulos diferentes até seu significado ser revelado.

Elevadores de fixação

Sara depende de uma cadeira de rodas elétrica para locomoção. Recentemente, ela foi à estação de trem, mas, de novo, o elevador estava quebrado. Sem poder chegar à plataforma, instruíram-na a pegar um táxi para outra estação a 40 minutos dali. O táxi chamado nunca chegou e Sara desistiu e voltou para casa.

Amado, lindo, talentoso

Malcolm parecia muito confiante quando adolescente, mas essa confiança era uma máscara. Na verdade, seu lar turbulento o deixou com medo, desesperado por aprovação e se sentindo responsável pelos problemas de sua família. “Desde que me lembro”, diz ele: “todas as manhãs eu ia ao banheiro, olhava no espelho e dizia em voz alta para mim mesmo: Você é estúpido, é feio e a culpa é sua”.

Força renovada

O psiquiatra Robert Coles observou um padrão nos que se esgotam enquanto servem aos outros. O primeiro sinal de alerta é o cansaço, depois o cinismo sobre as coisas que nunca melhoram, e então a amargura, o desespero, a depressão e, finalmente, o esgotamento.

Bata de novo

Em 2012, três jovens lançaram a música Tell Your Heart to Beat Again (Diga ao seu coração para bater novamente), a qual foi inspirada na história de um cirurgião cardiovascular. Após remover o coração da paciente para repará-lo, o cirurgião o devolveu ao peito e começou a massageá-lo suavemente de volta à vida. Mas ele não batia. Tomaram medidas intensas, mas o coração ainda não batia. Finalmente, o cirurgião se ajoelhou ao lado da paciente inconsciente dizendo: “Sou o seu cirurgião. Tudo correu perfeitamente. Seu coração foi reparado, diga-lhe para bater de novo”. E ele começou a bater.

Fazer o que for preciso

Em um filme recente, um autoproclamado “gênio” fala sobre o “horror, corrupção, ignorância e pobreza” do mundo, declarando que a vida sem Deus é absurda. Embora isso não seja incomum em roteiros de filmes modernos, o interessante é para onde isso leva. No final, o personagem principal implora ao público para que faça o que for preciso para encontrar um pouco de felicidade. Para ele, isso inclui deixar a moralidade tradicional para trás.