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Articles by John Blase

Conte-me uma história

A expressão Era uma vez talvez esteja entre as mais conhecidas do mundo. Minhas primeiras lembranças contêm uma variação dessa frase. Um dia minha mãe chegou em casa com uma enorme edição ilustrada de histórias bíblicas. Todas as noites antes de apagar as luzes, meu irmão e eu nos sentávamos cheios de expectativas, enquanto mamãe lia sobre um tempo passado e cheio de pessoas interessantes e de Deus que as amava. Essas histórias se tornaram uma lente de como enxergávamos o mundo exterior.

Nos caminhos do Pai

Na década de 1960 foi organizada uma comunidade piloto para a vida inter-racial em Chicago, EUA. Muitos afro-americanos de classe média compraram casas por “contratos”, que combinavam as responsabilidades da propriedade com as desvantagens de alugar. No contrato de venda, o comprador não se tornava proprietário e, se perdesse um pagamento único, perderia imediatamente a entrada inicial, todos os pagamentos mensais e a própria propriedade. Vendedores inescrupulosos praticaram preços inflacionados, e as famílias eram despejadas quando deixavam de pagar uma prestação. Esse ciclo se retroalimentava pela ganância.

Mais do que o olhar alcança

É comum em rodeios de montaria e tiro de laço ver os concorrentes com quatro dedos numa mão e um coto onde deveria ser o polegar. Essa lesão é comum nesse esporte; o polegar fica preso entre a corda de um lado e um boi enorme puxando para o outro lado. O polegar geralmente é o perdedor. A lesão não acaba com a carreira, mas a ausência de um polegar muda as coisas. Tente escovar os dentes, abotoar uma camisa, pentear o cabelo, amarrar os sapatos ou até mesmo comer sem usar o polegar. Esse pequeno membro negligenciado do seu corpo desempenha um papel bem significativo.

Somos poeira

O jovem pai já estava sem paciência. “Sorvete! Sorvete!” — gritou seu filho pequeno. A crise no meio do shopping lotado começou a chamar a atenção dos compradores ao redor. “Tudo bem, mas só precisamos fazer algo para a mamãe primeiro, ok?”, disse o pai. “Nããão! Sorvete!” E então ela se aproximou deles: uma mulher pequena e bem vestida, com sapatos que combinavam com a bolsa. “Ele está tendo um rompante”, disse o pai. A mulher sorriu e respondeu: “Na verdade, parece que o rompante tomou conta do seu filho. Não se esqueça de que ele é muito pequeno, precisa que você seja paciente e presente”. A situação não se resolveu magicamente, mas era exatamente o tipo de pausa que o pai e o filho precisavam no momento.

A vida plena

Em 1918, perto do final da Primeira Guerra Mundial, o fotógrafo Eric Enstrom estava montando um portfólio de seu trabalho. Ele queria incluir uma foto que comunicasse a sensação de plenitude num tempo que parecia tão vazio. Em sua agora muito amada foto, um velho de barba se senta à mesa com a cabeça baixa e as mãos entrelaçadas em…

Um estilo de vida de louvor

A mãe de Wallace Stegner morreu aos 50 anos. Quando Stegner tinha 80 anos, ele finalmente escreveu-lhe uma nota — “Carta, tarde demais” —, na qual ele elogiou as virtudes de uma mulher que cresceu, casou-se e criou dois filhos na dureza do início do oeste dos Estados Unidos. Ela era o tipo de esposa e mãe incentivadora, mesmo para aqueles…

Não esqueça o doador

Era pouco antes do Natal e seus filhos tinham dificuldades para reconhecer que deviam ser gratos. A mãe entendia como era fácil pensar daquela maneira, mas também reconhecia que queria algo melhor para preencher o interior do coração deles. Então ela teve a ideia de colocar laços vermelhos nos interruptores de luz, na despensa, na porta da geladeira, na lavadora, na secadora e nas torneiras de água. Em cada laço colocou uma nota manuscrita: “Com esse laço agradecemos a Deus por esses presentes que às vezes passam despercebidos. Deus é tão bom para a nossa família. Não nos esqueceremos de onde vêm esses presentes”.

O tesouro especial de Deus

Imagine uma vasta sala real e no trono encontra-se o rei, cercado por todos os tipos de atendentes e cada um dando o melhor de si. Agora imagine uma caixa que fica aos pés do rei. De tempos em tempos, o rei se abaixa e passa as mãos pelo conteúdo. E o que tem na caixa? Joias, ouro e pedras preciosas ao gosto do soberano. Essa caixa contém os tesouros dele, uma coleção que lhe traz muita alegria. Você consegue imaginar isso?

Ambição: vida tranquila

“O que você quer ser quando crescer?”. Ouvimos essa pergunta quando crianças e às vezes até como adultos. É pura curiosidade e a resposta frequentemente sinaliza uma ambição. Minhas respostas se modificaram ao longo dos anos, comecei como caubói, depois motorista de caminhão, soldado e por fim, entrei na faculdade para me tornar médico. No entanto, não lembro de nenhuma vez que alguém tenha sugerido ou que considerei conscientemente uma “vida tranquila”.

Confie na sua armadura

Eu era um jovem escritor e me sentia inseguro quando participava de oficinas de redação. Ao redor via apenas salas cheias de bons escritores, pessoas com treinamento formal ou muita experiência, se me permite. Eu não tinha nenhum dos dois, mas tinha o ouvido educado pela linguagem, tom e cadência da versão bíblica King James. Era a minha defesa, por assim dizer, era o que eu sabia fazer, e permitir que essa versão bíblica modelasse o meu estilo de escrita e opinião tornou-se uma alegria para mim, e espero que a outros também.

A última palavra

Admito que eu tinha uma certa queda por Sara na época de escola. Sua risada era maravilhosa e não tenho certeza se ela sabia dessa minha paixão, mas suspeito que sim. Após a formatura, perdi o contato com ela e seguimos em direções diferentes, como muitas vezes acontece. Continuo em contato com alguns daquela turma de formandos em fóruns online e fiquei muito triste quando soube que Sara morreu. Refleti sobre a direção que a vida dela tinha tomado ao longo dos anos. Quanto mais idoso fico mais perco amigos e familiares. No entanto, muitos de nós temos a tendência de evitar falar sobre isso.

Uma razão para cantar

Para um homem que vive por uma lei ou código, por assim dizer, parecia um grande fracasso. O que eu deveria fazer? Bem, adormeci. Nossos filhos têm um toque de recolher quando saem à noite. Eles são bons filhos, mas eu os espero até ouvir suas mãos virarem a maçaneta da porta. Quero certificar-me de que estão seguros em casa. Não preciso agir assim; é minha escolha. No entanto, uma noite acordei com a minha filha me dizendo com um sorriso: “Pai, estou em segurança. Você deveria ir para a cama”. Apesar de nossas melhores intenções, às vezes os pais dormem em seus postos de espera. Foi muito humilhante e também muito humano.