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Articles by David Roper

O rato que rugiu

Anos atrás, meus filhos e eu passamos alguns dias acampados numa região de florestas desabitadas. Era o habitat do urso-pardo, mas levamos spray de urso, mantivemos o acampamento limpo e ficamos na expectativa de não encontrar nenhum urso-cinzento.

Jogando o tolo

Minha experiência mais humilhante de todos os tempos foi o dia em que me dirigi aos professores, alunos e amigos de um seminário na celebração de seus 50 anos. Aproximei-me do púlpito com meu manuscrito na mão e olhei para a multidão, mas meus olhares se dirigiram aos distintos professores sentados na primeira fila, com vestes de acadêmicos e parecendo muito sérios. Imediatamente perdi a noção de tudo. Minha boca secou e não respondeu ao meu cérebro. Confundi-me nas primeiras frases e comecei a improvisar. Como não fazia ideia de onde estava na minha fala, comecei a virar freneticamente as páginas, enquanto falava absurdos que confundia a todos. De alguma forma, consegui terminar, recostei-me na cadeira e olhei para o chão. Eu queria morrer.

Dançando diante do Senhor

Há alguns anos, Carolyn e eu visitamos uma pequena igreja onde, durante o culto, uma mulher começou a dançar no corredor. Logo outros se juntaram a ela. Carolyn e eu olhamos um para o outro e um acordo tácito passou entre nós: “Não eu!”. Nós viemos de igrejas com liturgias mais formais, e esse tipo de culto ia muito além da nossa zona de conforto.

Fiéis até a colheita

Conheço uma mulher que planejou um evento no parque e convidou todas as crianças do bairro para participar. Ela estava animada com a oportunidade de compartilhar sua fé com os vizinhos. Recrutou seus três netos e dois alunos do Ensino Médio para ajudá-la, dividiu as tarefas, planejou os jogos e as atividades, preparou comida, uma história bíblica sobre Jesus para apresentar às crianças e esperou que chegassem.

Não precisa forçar a barra

Meu pai e eu costumávamos derrubar árvores e cortá-las com um serrote de duas pontas. “Sendo jovem e forte, eu tentava forçar a serra no corte.” “Não force, deixe a serra fazer o trabalho” dizia meu pai.

O provável lenhador

Quando estudante, cortei, empilhei, vendi e entreguei lenha por um ano. Foi um trabalho árduo, e hoje tenho empatia pelo infeliz lenhador na história de 2 Reis 6.

Uma deficiência planejada

Há uma nascente natural que se ergue no lado leste da cidade de Jerusalém. Nos tempos antigos, era o único suprimento de água da cidade e estava localizada fora dos muros. Por esse motivo esse era o ponto de maior vulnerabilidade de Jerusalém. A nascente exposta significava que a cidade, de outra forma impenetrável, poderia ser forçada a se render se um atacante desviasse ou represasse a nascente.

Uma nova estrada

As pessoas me perguntam se tenho planos para os próximos 5 anos. Como posso planejar 5 anos “numa estrada” que jamais viajei? Lembro-me da década de 1960 quando era capelão dos estudantes na Universidade de Stanford. Diverti-me muito durante minha graduação em Educação Física, mas nunca fui “um acadêmico”. Sentia-me completamente inadequado em minha nova posição. Na maioria dos dias, eu vagava pelo campus como um cego tateando na escuridão, pedindo a Deus que me mostrasse o que fazer. Certo dia, um estudante “do nada” me pediu para liderar um estudo bíblico com seu grupo de convivência na universidade. Foi um começo.

É escorregadio aqui fora!

Anos atrás, quando eu estava aprendendo a esquiar, segui meu filho Josué no que parecia ser um declive suave. Com meu olhar fixo nele, não percebi que ele tinha descido a colina mais íngreme da montanha e desci a encosta completamente fora de controle. E claro, caí violentamente.

Pães e peixes

Um menino chegou da igreja e anunciou, com grande entusiasmo, que a lição tinha sido sobre um menino que “comia pães e pescava o dia inteiro”. Ele, é claro, pensou no garoto que ofereceu seu lanche a Jesus.

Brincando com alegria

Um dos nossos filhos, Brian, é treinador de basquete no Ensino Médio. Um ano, enquanto sua equipe se preparava para participar dos Jogos Estaduais, algumas pessoas bem-intencionadas da cidade perguntavam: “Vocês vão levar todas este ano?”. Os jogadores e os treinadores sentiram a pressão, então Brian adotou um lema: “Joguem com alegria!”.

Venha e pegue!

Espiei por cima da cerca de videira que limita o nosso quintal. Lá, vi pessoas correndo, ou passeando pela pista que cerca o parque atrás de nossa casa. Eu fazia isso quando era mais forte, pensei. E uma onda de insatisfação tomou conta de mim.