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Articles by David H. Roper

Bondade constante

Q uando criança, eu era um leitor fervoroso dos livros Terra de Oz, de L. Frank Baum. Recentemente, encontrei Rinkitink in Oz com as ilustrações originais. Ri novamente com as palhaçadas do irreprimível e generoso rei Rinkitink com sua bondade realista. O jovem Príncipe Inga o descreveu melhor: “Seu coração é bom e amável, e isso é muito melhor do que ser sábio.”

A isca vermelha

V ários anos atrás, deparei-me com iscas artificiais numa obra do escritor grego Eliano, do século 2 a.C.: “Entre Beroia e Tessalônica corre um rio chamado Astreu, no qual há peixes com pele sarapintada [trutas]”. Depois, ele descreve um “engodo para o peixe, com o qual eles pegavam os melhores. Eles prendiam lã carmesim e duas penas em torno de um anzol. Então, lançavam o engodo; atraído pela cor, o peixe aparece, pensando ser comida” On the Nature of Animals (Quanto à natureza dos animais, inédito).

Uma colina difícil

No alto de uma dobra do Pico Jughandle, nas montanhas ao norte de nossa casa em Idaho, EUA, há um lago glacial. A trilha que leva ao lago revela um cume íngreme exposto, com pedregulhos e pedras soltas pelo caminho. É uma subida que requer esforço.

Etapa por etapa

Podemos ler o capítulo da Bíblia em Números 33 sem refletir. Ele parece ser nada além de uma longa lista de lugares recordando a peregrinação de Israel desde Ramessés, no Egito, até a chegada às planícies de Moabe. Mas deve ser importante, porque é a única parte de Números que contém as palavras: “Escreveu Moisés as suas saídas […] conforme o mandado do Senhor…” (v.2).

Este presente

V ários anos atrás, escrevi um ensaio que tratava de minha coleção de bastões, bordões e bengalas, e refleti sobre a possibilidade de um dia ser promovido para o uso de um andador. Bem, esse dia já chegou. A combinação de problemas nas costas e neuropatia periférica me pôs a empurrar um andador de três rodas. Não posso fazer longas caminhadas; não posso pescar; não posso fazer muitas coisas que costumavam dar-me enorme alegria.

O solitário do deserto

Desert Solitaire (O solitário do deserto, inédito) é a história pessoal do conservacionista Edward Abbey e dos verões em que ele foi guarda florestal num parque. Vale a pena ler o livro, nem que seja apenas pela linguagem vibrante do autor e suas vívidas descrições dos arredores daquele parque.

Como esculpir um pato

Minha esposa Carolyn e eu conhecemos Phipps Festus Bourne em 1995 em sua loja na Virginia. Bourne, que morreu em 2002, era um magistral escultor de madeira cujas esculturas são réplicas quase exatas de objetos reais. “Esculpir um pato é simples,” ele dizia. “Você simplesmente olha para um pedaço de madeira, coloca em sua mente a imagem de um pato e então corta fora tudo o que não tenha essa aparência.”

Gigantes na terra

A pós acampar perto do Monte Sinai por 2 anos, o povo de Israel estava prestes a entrar em Canaã — a Terra Prometida. Deus lhes disse para enviar doze espias para avaliar a terra e seus habitantes. Ao verem a força dos cananeus e o tamanho de suas cidades, dez deles disseram: “Nós não podemos!” E dois disseram: “Nós podemos!”.

Fortalecendo o coração

A academia do bairro onde me exercitei por anos fechou no mês passado, e eu precisei procurar outra. O antigo local era agradável e aconchegante, frequentado por aqueles que gostavam de socializar enquanto malhavam. Nós quase nunca nos esforçávamos. A nova academia tem aparelhos de última geração, é cheia de homens e mulheres sérios, comprometidos em alcançar um corpo escultural. Porém, eu os vejo como pessoas tensas e cansadas. Eles aparentam ser fortes, mas me questiono se o coração deles está se fortalecendo com graça.

Remando para casa

Eu gosto de Ripchip, o ratinho falante durão na série As crônicas de Nárnia de C. S. Lewis, (Ed. Martins Fontes 2005). Determinado a alcançar o “Oriente absoluto” e juntar-se ao grande leão Aslan [simbólico de Cristo], Ripchip declara sua determinação: “Enquanto eu puder, navegarei para leste no Peregrino da Alvorada. Quando ele me falhar, remarei para leste em meu barquinho de vime. Quando ele afundar, remarei para leste com minhas quatro patas. Então, quando não mais conseguir nadar, se ainda não tiver atingido o País de Aslam, afundarei com meu nariz apontando para o nascer do sol.”

Descansando e esperando

Era meio-dia. Jesus, com os pés cansados de sua longa jornada, descansava ao lado do poço de Jacó. Os discípulos haviam ido à cidade de Sicar para comprar pão. Uma mulher saiu da cidade para buscar água… e encontrou seu Messias. O relato nos diz que, ela entrou rapidamente na cidade e convidou os outros a irem ouvir “…um homem que me disse tudo quanto tenho feito…” (João 4:29).

Tempestades no horizonte

Nosso filho é pescador profissional de salmão no distante Alasca. Algum tempo atrás, ele me enviou uma foto que tirou de uma pequena embarcação a algumas centenas de metros à frente de seu barco, avançando numa passagem estreita. Nuvens de tempestade ameaçadoras surgem no horizonte. Mas um arco-íris, o sinal da providência e do cuidado amoroso de Deus, se estende de um lado ao outro dessa estreita passagem, cercando o barquinho.