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Articles by Cindy Hess Kasper

O favorito

O irmão do meu marido mora a cerca de 2 mil quilômetros de nós. Apesar da distância, ele sempre foi um membro muito querido da família por causa de seu grande senso de humor e bom coração. Desde que me lembro, no entanto, os outros irmãos brincam humoradamente sobre o status dele como favorito aos olhos de sua mãe. Há vários anos, até lhe entregaram uma camiseta com as palavras “Sou o favorito da mamãe”. Embora todos nós tenhamos gostado das piadas entre irmãos, o favoritismo não é brincadeira.

Despedida final

“A morte do seu pai é iminente”, disse a enfermeira. “Morte iminente” refere-se à fase final do processo de morrer e era um novo termo para mim, algo que me parecia estranhamente como viajar por uma rua de mão única. No último dia de vida do meu pai, sem saber se ele ainda podia nos ouvir, minha irmã e eu sentamos ao lado da cama dele. Beijamos o topo de sua bela cabeça careca e sussurramos as promessas de Deus para ele. Cantamos “Tu és fiel, Senhor” e citamos o Salmo 23. Dissemos que o amávamos e agradecemos por ser nosso pai. Sabíamos que sua alma desejava estar com Jesus e lhe dissemos que poderia partir. Falar essas palavras foi o primeiro passo doloroso para permitir sua partida final. Minutos depois, nosso pai foi recebido com alegria em seu lar eterno.

Pensamentos de alegria

Numa coletânea de entrevistas de Bill Shapiro na Revista Life, as pessoas falam de um único item de grande importância do qual nunca se separariam. Isso me fez refletir sobre as posses que mais significam para mim e me trazem alegria. Um é uma simples receita escrita à mão por minha mãe há 40 anos. Outra é uma xícara de chá da minha avó. Outros podem valorizar memórias preciosas, elogios encorajadores, sorrisos de netos ou uma percepção especial da Bíblia.

Traga o que você tem

“Sopa de Pedra” é um conto antigo com muitas versões, sobre um faminto que chega a uma aldeia, mas ninguém lhe cede uma migalha de comida. Assim, ele coloca uma pedra e água em sua panela na fogueira. Intrigados, os aldeões o observam mexer sua “sopa”. Eventualmente, um traz duas batatas para adicionar à mistura; outro algumas cenouras, ainda outro…

Fazendo o bem a todos

Na hora de embarcar no avião, uma jovem mãe sozinha com seus filhos tentou desesperadamente acalmar sua filha de 3 anos, que começou a chutar e a chorar quando o bebê de 4 meses também começou a chorar. O passageiro sentado ao lado se ofereceu para segurar o bebê enquanto Jessica afivelava a filha ao cinto. Recordando os seus dias como jovem pai, o viajante começou a colorir com a criança enquanto a mãe alimentava o bebê. E no voo de conexão, esse mesmo homem se ofereceu para ajudá-la, se necessário. A mãe lembrou: “Fiquei impressionada com a provisão de Deus nisso. Poderíamos sentar ao lado de qualquer um, mas estávamos sentados ao lado de um dos homens mais gentis que já conheci”.

Facilmente emaranhado

Anos atrás os soldados que lutaram numa selva mormacenta encontraram um problema frustrante. Sem aviso, uma trepadeira espinhosa e invasiva se grudava ao corpo e aos equipamentos deles, prendendo-os. Enquanto lutavam para se libertar, mais tentáculos da planta os enredavam. Os soldados apelidaram a erva daninha de “espere-um-minuto” porque, uma vez entrelaçados e incapazes de seguir em frente, eram forçados a gritar para outros membros da equipe: “Ei, esperem um minuto, estou preso!”.

Expandindo as fronteiras

Em 2017, o furacão Harvey destruiu vidas e propriedades nos EUA. Muitas pessoas forneceram alimento, água, roupas e um teto para os desabrigados.

Fugindo dos ruídos extras

Há alguns anos, a reitora de uma faculdade sugeriu que os alunos fizessem uma “desaceleração” certa noite. Mesmo concordando, eles relutaram em deixar o celular de lado ao entrar na capela. Durante uma hora, sentaram-se em silêncio num culto de louvor e oração. Posteriormente, um participante descreveu a experiência como “uma oportunidade maravilhosa de se acalmar […] uma ocasião de se desligar de todo barulho extra”.

Dando crédito

Na década de 60, pinturas de pessoas ou animais com olhos enormes e tristes se tornaram populares. Alguns as consideravam “bregas” ou cafonas, mas outros gostavam muito. Quando o marido de uma artista começou a promover as criações da sua esposa, o casal se tornou bastante próspero. Mas a assinatura da artista — Margaret Keane — não aparecia nas obras. Em vez disso, o marido dela apresentava os trabalhos como se fossem seus. Receosa, Margaret omitiu a fraude por 20 anos até o fim do casamento. Foi preciso levar tintas ao tribunal para provar a identidade da verdadeira artista.

Nosso lugar seguro

Meu primeiro emprego foi em uma lanchonete. Um sábado à noite, um rapaz ficou rondando, perguntando a que horas eu sairia do trabalho. Isso me incomodou. Conforme a hora passava, ele pedia batatas fritas, depois uma bebida, assim o gerente não o mandava sair. Embora eu não morasse longe, estava com medo de andar sozinha por alguns estacionamentos e um…

Tesouro no céu

Quando criança, eu e minhas duas irmãs gostávamos de sentar lado a lado em cima do grande baú revestido de cedro da mamãe. Minha mãe guardava ali nossos suéteres de lã e peças bordadas ou de crochê feitas por minha avó. Ela valorizava o conteúdo do baú e confiava no forte odor do cedro para evitar que insetos danificassem o…

Adeus, por enquanto

Minha neta Allyssa e eu seguimos uma rotina ao nos despedirmos. Abraçamo-nos e lamentamos com soluços dramáticos por uns vinte segundos. Então nos afastamos e dizemos “Até logo”. Apesar da prática boba, sempre esperamos nos ver de novo — logo.

Mas, às vezes, a dor da separação das pessoas de quem gostamos pode ser difícil. Quando o apóstolo Paulo disse adeus…