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Articles by Bill Crowder

Sentindo-se pequeno

Muitos críticos de cinema consideram Lawrence da Arábia, de David Lean, um dos maiores filmes de todos os tempos. Com suas paisagens intermináveis dos desertos árabes, influenciou uma geração de cineastas incluindo o diretor Steven Spielberg. “Fui inspirado na primeira vez que vi Lawrence”, disse Spielberg. “Isso me fez e ainda faz sentir-me insignificante. É uma medida de sua grandeza”. Também, sinto-me pequeno quando contemplo a vastidão da criação ao olhar para o oceano, sobrevoo a calota polar ou observo um céu noturno brilhando com um bilhão de estrelas. Se o Universo é tão extenso, quanto mais grandioso deve ser o Criador que o criou!

Por amor ou dinheiro

O poeta irlandês Oscar Wilde disse: “Quando eu era jovem, achava que o dinheiro era a coisa mais importante da vida. Hoje, que sou velho, tenho certeza”. Esse comentário foi irônico; uma vez que ele viveu apenas 46 anos, de modo que nunca foi verdadeiramente “velho”. Wilde compreendeu plenamente que a vida não se resume ao dinheiro.

Futebol e pastores

No futebol inglês é sempre intrigante ouvir o hino do time cantado pelos torcedores no início de cada partida. Essas músicas vão desde o divertido (Glad All Over — Totalmente feliz) ao caprichoso (I’m Forever Blowing Bubbles — Estou sempre soprando bolhas) até o inesperado “Salmo 23”, por exemplo, o qual é o hino do clube do West Bromwich Albion. As palavras desse salmo aparecem na fachada interior do estádio da equipe, declarando os cuidados do bom e maravilhoso Pastor a todos que vêm assistir uma partida.

Comunicação clara

Viajando pela Ásia, meu iPad (com material de leitura e documentos de trabalho) “morreu” repentinamente; uma condição descrita como “a tela preta da morte”. Busquei ajuda numa loja de informática e tive outro problema. Não falo chinês e o técnico da loja não falava inglês. A solução? Ele pegou um software no qual ele digitava em chinês e eu lia em inglês. O processo se invertia quando eu escrevia em inglês e ele lia em chinês. Pudemos nos comunicar claramente, mesmo em diferentes idiomas.

Mar de lágrimas

Uma placa intitulada “mar de lágrimas” lembra aqueles que enfrentaram o Oceano Atlântico para escapar da morte durante a catastrófica fome da batata irlandesa no final da década de 1840. Mais de um milhão de pessoas morreram nessa tragédia, e outro milhão ou mais abandonaram sua casa para cruzar o oceano, o que John Boyle O’Reilly poeticamente chamou de “um mar de lágrimas”. Impulsionados pela fome e mágoas, eles procuravam alguma esperança em meio ao desespero.

Sendo consumido

No livro O Chamado, Os Guinness descreve o momento que Winston Churchill, de férias com os amigos, sentou-se perto da lareira numa noite fria. Olhando para o fogo, o ex-primeiro-ministro britânico viu toras de pinheiro “crepitando, sibilando e cuspindo enquanto queimavam. De repente, sua voz familiar resmungou: ‘Eu sei por que as toras cospem. Sei o que é ser consumido’”.

Carregando o fardo dos erros

Em janeiro de 2018, quase 38 anos após sua condenação, Malcolm Alexander saiu da cadeia. A evidência de DNA o inocentou. Ele sempre afirmou a sua inocência em meio aos processos tragicamente injustos. Um advogado de defesa incompetente, evidências fracas e táticas investigativas duvidosas colocaram um inocente na prisão por quase quatro décadas. Ao ser liberto, porém, Alexander demonstrou muita bondade dizendo: “Não dá para sentir raiva. Não há tempo suficiente para isso”.

Posicionando-se com coragem

Enquanto a maioria dos líderes da igreja alemã se rendeu a Hitler, o teólogo e pastor Martin Niemöller esteve entre os que resistiram ao nazismo. Li uma história que descrevia como, na década de 1970, um grupo de alemães mais idosos ficou do lado de fora de um hotel enquanto alguém que parecia ser um jovem arranjava a bagagem do grupo. Alguém lhes perguntou quem eram. “Pastores alemães”, veio a resposta. “E o jovem?” “É Martin Niemöller. Tem 80 anos, mas permaneceu jovem por ser destemido.”

A maior missão de resgate

Em 1952, uma tempestade violenta avariou o petroleiro SS Pendleton a 16 km da costa de Massachusetts, EUA. Mais de 40 marinheiros ficaram presos na popa do navio que afundava em meio a ventos intensos e ondas violentas.

Um lugar seguro

Meus irmãos e eu fomos criados perto duma encosta arborizada que era uma paisagem fértil para a nossa imaginação. Balançando em cipós como Tarzan ou construindo casas na árvore como a Família Robinson, nós fingíamos que eram os cenários das histórias que líamos e dos filmes que assistíamos. Gostávamos de construir fortalezas e fingir que estávamos a salvo dos ataques. Anos depois, meus filhos construíram seus fortes com cobertores, lençóis e travesseiros para ter o seu “refúgio” contra os inimigos imaginários. Parece instintivo querermos um esconderijo onde nos sintamos seguros e protegidos.

Distrações perigosas


Sigismund Goetze chocou seus conterrâneos ao retratar Jesus condenado e sofrendo, cercado por pessoas da própria geração do pintor. Elas estavam tão consumidas por seus próprios interesses: negócios, romance, política, que se mostravam indiferentes ao sacrifício do Salvador. Pessoas indiferentes a Cristo, como a multidão que se aglomerara aos pés da cruz de Jesus, sem ideia do que, ou quem, estavam ignorando.


O grande clímax

Aprendi com meus pais a amar todos os tipos de música, do country ao clássico. Assim, meu coração acelerou quando entrei no Conservatório de Moscou, um dos grandes teatros da Rússia, para ouvir a Sinfônica Nacional. À medida que o maestro conduzia os músicos numa bela obra de Tchaikovsky, os temas atingiam gradualmente um profundo e dramático clímax musical. Nesse momento mágico, o público levantou-se para aplaudir em aprovação.