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Articles by Anne Cetas

Sim, quero!

Shirley olhou pela janela e notou um casal mais idoso lutando para retirar um pedaço de cerca velha deixada num quintal e rotulado como “grátis”. Shirley e seu marido foram ajudá-los. Os quatro colocaram parte da cerca dentro de uma carreta manual e a empurraram pelas ruas até a casa do casal. Eles riam o tempo todo pelo espetáculo que davam. Quando voltaram para pegar a outra parte da cerca, a mulher perguntou a Shirley: “Você quer ser minha amiga?”. “Sim, quero!”, ela respondeu. Mais tarde, Shirley descobriu que sua nova amiga vietnamita falava pouco inglês e sentia-se solitária porque seus filhos, já crescidos, tinham se mudado para longe.

Começando agora

Quando a biópsia da minha irmã mais velha revelou um câncer no final de fevereiro de 2017, mencionei aos meus amigos: “Preciso passar o máximo de tempo possível com a Carolyn — começando agora”. Alguns me disseram que os meus sentimentos eram uma reação exagerada às notícias. Mas ela morreu em dez meses. E mesmo eu tendo passado horas com ela, quando amamos alguém, nunca há tempo o bastante para o nosso coração amar o suficiente.

Podemos descansar?

Daniel entrou no consultório da fisioterapeuta sabendo que sofreria muita dor. A terapeuta estendeu e dobrou o braço dele em posições que há meses, desde sua lesão, não tinham sido feitas. Depois de segurar cada posição desconfortável por alguns segundos, ela gentilmente lhe disse: “Ok, pode descansar”. Mais tarde, ele afirmou: “Acho que ouvi pelo menos 50 vezes em cada sessão de terapia: ‘Ok, pode descansar’”.

Tudo o que posso ver

Era um dia de inverno congelante, e Krista estava olhando para o lindo farol envolto pela neve junto ao lago. Ao pegar o celular para tirar fotos, seus óculos ficaram embaçados. Sem conseguir enxergar, ela decidiu apontar a câmera para a direção do farol e tirar três fotos de ângulos diferentes. Vendo as imagens depois, percebeu que a câmera estava regulada para tirar selfies. Ela deu risada e falou: “Meu foco estava só em mim. Tudo o que eu vi foi eu mesma”. Essas fotos me levaram a pensar num erro parecido: podemos nos focar tanto em nós mesmos a ponto de perder de vista o plano de Deus.

Que tipo de Salvador Ele é?

Ano passado, minhas amigas e eu oramos pela cura de três mulheres que lutavam contra o câncer. Sabíamos que Deus tinha o poder de curá-las e pedíamos que Ele agisse todos os dias. Havíamos visto a ação de Deus no passado e críamos que Ele poderia agir de novo. Às vezes a cura parecia uma realidade, e nós nos alegrávamos. Mas todas morreram naquele mesmo ano. Alguns disseram que aquela foi “a cura definitiva” e, de certa forma, era. Mesmo assim, a perda nos feriu profundamente. Queríamos que o Senhor as tivesse curado aqui e agora, mas por razões que não podemos compreender nenhum milagre aconteceu.

Onde encontrar esperança

Bete lutava há muito tempo com o vício em drogas e, quando se recuperou, quis retribuir ajudando outras pessoas. Para isso, ela começou a escrever bilhetes anônimos e a colocá-los em lugares por toda a cidade. Hoje, Bete coloca os bilhetes nos limpadores de para-brisa e nos postes de parques. Antes, ela costumava procurar por esses sinais de esperança, mas hoje ela os deixa para outras pessoas. Um dos bilhetes termina assim: “Enviando esperança — com amor”.


Através da cruz

Tomás tem uma cruz de vidro sobre a sua mesa, que foi presente de outro amigo em comum que sobreviveu ao câncer, para o ajudar a ver tudo “através da cruz”. Ela sempre o lembra do amor e dos bons propósitos de Deus para ele.

Essa ideia desafia muitos cristãos, especialmente em tempos difíceis. É bem mais fácil focarmos em nossos…

Tenha tempo

Rima é síria e recém-chegada ao país. Ela tentou explicar ao seu mantenedor, com mímica e poucas palavras, o porquê de estar chateada. As lágrimas corriam enquanto segurava um belo prato de fatayer (torta com carne, queijo e espinafre) que tinha feito. E disse: “Um homem”, e apontou para a porta da frente, até a sala e de volta à porta…

Sussurrando palavras

O jovem se ajeitava ao sentar-se para o voo. Seus olhos percorriam as janelas da aeronave. Depois os fechou e respirou profundamente, tentando se acalmar — mas não funcionou. O avião decolou e, lentamente, ele começou a chacoalhar. Uma senhora, do outro lado do corredor, colocou a mão em seu braço e, gentilmente, começou a conversar para desviar-lhe a atenção do estresse.…

Está na atitude

Regina voltou para casa, desencorajada e cansada. O dia começara com notícias trágicas numa mensagem de texto, em seguida, piorou ainda mais em reuniões com colegas de trabalho que se recusaram a partilhar das suas ideias. Quando Regina estava orando ao Senhor, resolveu colocar o estresse de lado e visitar uma amiga idosa numa Casa de Repouso. Seu espírito se…

De minhocas à guerra


Era a primeira pescaria de Célio, de 10 anos, e ele olhava receoso para o balde de iscas parecendo hesitar em começar. Finalmente, ele disse ao meu marido: “Ajude-me, eu-T-P-D-M!”. Então, meu marido lhe perguntou qual era o problema, Célio respondeu: “T-P-D-M! — Tenho pavor de minhocas!” Seu medo o incapacitava para agir.


Boa companhia


A mulher idosa não falava com ninguém nem pedia nada no lar onde estava. Parecia que ela simplesmente não existia, balançando-se em sua velha e ruidosa cadeira. Ela não recebia muitos visitantes, então uma jovem enfermeira costumava visitá-la no quarto em seus intervalos de folga. Sem fazer perguntas à mulher para tentar fazê-la falar, ela simplesmente puxava outra cadeira e balançava ao lado da senhora. Depois de vários meses, a mulher idosa disse a ela: “Obrigada por se balançar comigo.” Ela estava grata pela companhia.