Era uma manhã de sábado e eu estava ansioso para chegar ao meu trabalho nas pistas de boliche. Na noite anterior, eu tinha limpado os pisos enlameados, porque o zelador faltara por motivo de doença, e nem me incomodei de avisar o gerente antes, pois assim poderia surpreendê-lo. E pensei, afinal, o que poderia dar errado?

Tudo deu errado!

No dia seguinte, vi água parada, com pinos de boliche, rolos de papel higiênico e caixas de folhas de papel empoleiradas no topo. E percebi que ao limpar os assoalhos, tinha deixado uma torneira grande aberta a noite toda! Incrivelmente, meu patrão me cumprimentou com um grande abraço e um grande sorriso — “por tentar”, disse ele.

Saulo estava perseguindo e torturando os cristãos (vv.1,2) quando se encontrou face a face com Jesus no caminho de Damasco (vv.3,4). Jesus confrontou Saulo, que logo seria chamado Paulo, com suas ações pecaminosas. Cego pela experiência, Saulo/Paulo precisaria de um cristão — Ananias — para lhe restaurar a visão em um ato de coragem e graça (v.17).

Saulo e eu recebemos graça inesperada.

A maioria das pessoas sabe que estão confusas. Em vez de palestras, precisam da esperança de redenção. Rostos severos ou palavras afiadas podem bloquear a visão dessa esperança. Como Ananias, ou mesmo aquele meu chefe, os cristãos devem se tornar a face da graça nos encontros transformadores que têm com os outros.