No final do verão, fomos para uma caminhada e nos divertimos escolhendo as amoras que cresciam selvagemente, enquanto observávamos os cavalos brincando nas proximidades. Ao apreciar a generosidade do doce fruto plantado por outras pessoas, talvez muitos anos antes, pensei nas palavras de Jesus aos Seus discípulos: “Eu vos enviei para ceifar o que não semeastes…” (v.38).

Amo a generosidade do reino de Deus refletido nessas palavras. Ele nos deixa aproveitar os frutos dos trabalhos de outra pessoa, como quando compartilhamos o nosso amor por Jesus com um amigo cuja família, sem nos conhecer, vem orando por esse fruto por anos. Também amo os limites implícitos das palavras de Jesus, pois podemos plantar sementes que nunca colheremos, mas outra pessoa as colherá. Portanto, podemos descansar ao cumprir as tarefas diante de nós, não sendo iludidos em pensar que somos responsáveis pelos resultados. A obra de Deus, afinal, não depende de nós. Ele tem todos os recursos para uma colheita abundante, e temos o privilégio de desempenhar um papel nisso.

Pergunto-me, quais os campos prontos para a colheita que estão diante de você? Diante de mim? Que atendamos à amorosa instrução de Jesus: “erguei os olhos e vede os campos…” (v.35).