No funeral de um veterano militar, o ministro meditou sobre onde o falecido poderia estar. Não mostrou aos ouvintes como poderiam conhecer a Deus, mas especulou sobre as coisas que não se encontram nas Escrituras. E eu pensei: Onde está a esperança?

Por fim, nos pediu que encerrássemos com um hino, e quando nos levantamos para cantar “Quão Grande és tu”, as pessoas começaram a louvar a Deus das profundezas de sua alma. Em segundos, o espírito de todo o recinto já tinha mudado. Surpreendentemente, no terceiro verso minhas emoções dominaram a minha voz.

Quando eu medito, em Teu amor tão grande,
 Teu filho dando ao mundo pra salvar,
Na cruz vertendo o Teu precioso sangue.
Minh ’alma pôde assim purificar. (HC 526)

Até cantarmos aquele belo hino, eu me questionava se Deus apareceria ali. Na realidade, Ele nunca desaparece. Um olhar nas páginas do livro de Ester revela essa verdade. Os judeus estavam no exílio, e os poderosos queriam matá-los. No entanto, no momento mais sombrio, um rei ateu concedeu o direito aos israelitas escravizados de se defenderem contra aqueles que procuravam sua morte (vv.11-13). Uma defesa bem-sucedida e uma celebração se seguiram (9:17-19).

Não nos surpreendamos quando Deus demonstra a Sua presença nas palavras de um hino. Afinal, Ele transformou uma tentativa de genocídio em celebração, e a crucificação — em ressurreição e salvação!