Em seu livro Liderança espiritual (Publicações Pão Diário, 2017), J. Oswald Sanders explora as qualidades e a importância de tato e diplomacia. Diz ele: “A combinação dessas duas palavras traz à tona a ideia de ser hábil na reconciliação de pontos de vista opostos sem causar ofensa e sem abrir mão dos princípios.”

Durante sua prisão em Roma, Paulo se tornou mentor espiritual e amigo íntimo de um escravo fugido chamado Onésimo, cujo dono era Filemom. Quando escreveu a este, um líder da igreja em Colossos, pedindo-lhe para receber Onésimo como irmão em Cristo, Paulo deu um exemplo de tato e diplomacia; “…ainda que eu sinta plena liberdade em Cristo para te ordenar o que convém, prefiro, todavia, solicitar em nome do amor […] que o recebas […] como irmão caríssimo, especialmente de mim e, com maior razão, de ti, quer na carne, quer no Senhor” (Filemom 8,9,15,16).

Paulo, um respeitado líder da igreja primitiva, frequentemente dava ordens claras aos seguidores de Jesus. Neste caso, porém, ele apelou a Filemom com base em igualdade, amizade e amor. “Nada, porém, quis fazer sem o teu consentimento, para que a tua bondade não venha a ser como que por obrigação, mas de livre vontade” (v.14).

Em todos os nossos relacionamentos, busquemos preservar a harmonia e o princípio no espírito do amor.