“Por que plantar flores, se não é possível comê-las?”, disse meu sogro ao me ver enchendo os potes com tesouros cheios de fragrância, comprados na floricultura. Ele é engenheiro — uma pessoa prática, que consegue fazer qualquer coisa funcionar, mas fazer algo ficar bonito não é sua prioridade.

Deus nos criou com dons diferentes. Os engenheiros que trabalham para a glória de Deus projetam máquinas que facilitam a vida. O Senhor também criou artistas, que tornam a vida mais agradável, com espetáculos bonitos para a glória de Deus e prazer dos outros.

Ao pensarmos em arte na adoração, normalmente pensamos em música e louvor. Mas há muito tempo outras formas têm o papel importante na exaltação a Deus. O chamado de Bezalel demonstra a consideração de Deus pelas belas-artes (Êxodo 35:30-35). Deus o incumbiu de embelezar o primeiro lugar oficial de adoração: o tabernáculo. O propósito divino para as artes, diz o autor e professor de literatura, Gene Edward Veith, é “glorificar a Deus e manifestar a beleza”.

Quando vivificado pelo Espírito de Deus, o talento artístico torna-se um ato de adoração que pode levar pessoas a Cristo. Deus enriqueceu grandemente as nossas vidas com beleza. E nós, por nossa vez, expressamos nossa gratidão, apresentando a Sua glória por meio de nossa arte.