Alguns teólogos dividem as transgressões em “pecados da carne e pecados do espírito”. Isso significa que alguns pecados têm sua origem em nossas paixões físicas; outros em nosso “coração” ou disposição. Na parábola do filho pródigo, a atitude do filho mais velho nos dá um exemplo da segunda questão.

Tendemos a caracterizar o filho pródigo como sendo pior do que o seu irmão. Mas vale a pena notar que ao término da história, ele é restaurado, perdoado e renova a sua alegria, enquanto o irmão mais velho permanece do lado de fora e nega-se a entrar.

Vemos no filho que permaneceu em casa mais do que um cenário de pano de fundo. Ele nos faz pensar no estado do nosso coração, pois o mau humor cria uma miséria incontável.

Descontentamento, inveja, amargura, ressentimento, atitudes defensivas, irritação e ingratidão são as inclinações que arruínam os nossos casamentos, prejudicam os nossos filhos, fazem nossos amigos se afastarem de nós e tornam a vida amargurada.

É fácil defender nosso mau humor e mergulhar em decepção e hipocrisia. Mas precisamos vigiar os nossos corações contra tais atitudes destrutivas. Quando surgirem, precisamos confessar, abandoná-las e experimentar o perdão de Deus.

Não deixe que sua má atitude o deixe do lado de fora e que apenas os outros se alegrem e queiram entrar.