Um casal de amigos meus compreende o que significa esperar por respostas — respostas que parecem nunca vir. Quando um filho deles e a futura nora foram assassinados, em agosto de 2004, empreendeu-se uma caçada em todo o país, para encontrar o assassino e trazê-lo à justiça. Após dois anos de orações e buscas, ainda não havia respostas tangíveis às dolorosas perguntas com as quais as duas famílias lutavam. Havia somente o silêncio.

Em momentos como esse, somos vulneráveis às suposições e conclusões erradas sobre a vida, sobre Deus e sobre a oração. No Salmo 13, Davi lutava com as orações ainda não respondidas. Ele questionava por que o mundo era tão perigoso e rogou que Deus lhe desse as respostas.

Davi entoou um salmo difícil e parecia um canto de frustração. Entretanto, ao final, suas dúvidas e temores se transformaram em confiança. Por quê? Porque as circunstâncias das nossas lutas não diminuem o caráter de Deus e o cuidado dele por Seus filhos. Mas Davi dá um passo adiante. Ele ora de todo o seu coração: “No tocante a mim, confio na tua graça; regozije-se o meu coração na tua salvação” (13:5).

Na dor e na luta por viver sem respostas, podemos sempre encontrar conforto em nosso Pai celestial.