Nosso voo para a Singapura estava atrasado por causa de problemas mecânicos. Os 15 minutos de atraso se transformaram em 30, em seguida em 60 — e então em três horas. Os atendentes procuravam acalmar os passageiros cansados e irritados. À medida que a noite se prolongava, as pessoas se uniram num grupo enfurecido — gritando com linguagem grosseira. Até o piloto veio para encorajá-los, mas também o insultaram.

Enquanto observava a cena, um homem de Singapura, ao meu lado, disse-me baixinho: “A paciência será uma virtude necessária hoje à noite.”

A vida pode ser frustrante, até irritante. Ainda assim, muitas vezes a impaciência é apenas um reflexo do nosso egocentrismo, em resposta às decepções da vida. O verdadeiro amor é retratado na Bíblia como autossacrifício (João 15:13), e uma demonstração desse amor é a paciência com os outros. “O amor é paciente, é benigno […] não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal” (1 Coríntios 13:4,5). Ele coloca de lado a nossa agenda pessoal e procura seguir o modelo de Cristo.

Isto parece impossível? Será, se tentarmos fazê-lo com nossas próprias forças. Mas quando oramos e pedimos ajuda, Deus nos provê a paciência, que reflete o Seu amor — mesmo durante as circunstâncias frustrantes.